Odeio a tua maneira de falar
E a maneira como cortas o teu cabelo
Odeio a maneira como conduzes
E quando ficas a olhar para mim
Odeio as tuas botas
E odeio quando lês os meus pensamentos
Odeio-te tanto que me faz ficar doente
E até me faz rimar
Odeio que tenhas sempre razão
Odeio quando mentes
Odeio quando me fazes rir
E ainda mais quando me fazes chorar
Odeio quando não estás por perto
E quando te esqueces de telefonar
Mas mais do que tudo
Odeio o modo como não te odeio
Nem um pouco, nem por um bocadinho
Nem por nada.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Foi durante a noite que escrevi o poema. Acordei inquieto, estremunhado, fiquei numa sonolência lúcida e, aos borbotões, os versos, na imprevisibilidade do minério arrancado às trevas da mina, começaram a surgir à tona do silêncio, alguns já estremados, puros, outros ainda agarrados ao cascalho. Depois, a razão clarificadora acudiu à inspiração tumultuosa, britou, peneirou, lavou, ordenou, e as pepitas ficaram articuladas de tal maneira que acabaram por formar um todo coeso, harmonioso e autónomo:
No silêncio da noite em que eu te falo
Como através dum ralo
De confissão.
Auscultadores impessoais e atentos,
Os teus ouvidos são
Ermos abertos para os meus tormentos.
Sem saber o teu nome e sem te ver
- Juiz que ninguém pode corromper -
Murmuro-te os meus versos, os pecados,
Penitente e seguro
De que serás um búzio do futuro,
Se os poemas me forem perdoados.
No silêncio da noite em que eu te falo.
E assim tenho passado o dia com elas no ouvido, numa exaltação secreta, estranhamente optimista, menos vulnerável aos empurrões da multidão, feliz sem o dar a entender.
No silêncio da noite em que eu te falo
Como através dum ralo
De confissão.
Auscultadores impessoais e atentos,
Os teus ouvidos são
Ermos abertos para os meus tormentos.
Sem saber o teu nome e sem te ver
- Juiz que ninguém pode corromper -
Murmuro-te os meus versos, os pecados,
Penitente e seguro
De que serás um búzio do futuro,
Se os poemas me forem perdoados.
No silêncio da noite em que eu te falo.
E assim tenho passado o dia com elas no ouvido, numa exaltação secreta, estranhamente optimista, menos vulnerável aos empurrões da multidão, feliz sem o dar a entender.
sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Pra que falar
Se você não quer me ouvir?
Fugir agora não resolve nada.
Mas não vou chorar
Se você quiser partir.
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas,
Nas horas lindas
Que passamos juntas.
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza:
A nossa história não
Termina agora
E essa tempestade
Um dia vai acabar.
Quando a chuva passar,
Quando o tempo abrir,
Abra a janela e veja:
Eu sou o Sol
Eu sou céu e mar;
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão.
Um dia vais acreditar em mim, nem que seja a última coisa que eu faça.
Porque eu, eu não acredito que cada vez que um trovão rebenta tu não te lembres de nós sob o tecto de cortiça.
Se você não quer me ouvir?
Fugir agora não resolve nada.
Mas não vou chorar
Se você quiser partir.
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas,
Nas horas lindas
Que passamos juntas.
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza:
A nossa história não
Termina agora
E essa tempestade
Um dia vai acabar.
Quando a chuva passar,
Quando o tempo abrir,
Abra a janela e veja:
Eu sou o Sol
Eu sou céu e mar;
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão.
Um dia vais acreditar em mim, nem que seja a última coisa que eu faça.
Porque eu, eu não acredito que cada vez que um trovão rebenta tu não te lembres de nós sob o tecto de cortiça.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Domingo, 14 de Dezembro de 2008
Queria deixar de sentir que as tuas
palavras me matam a cada instante.
Se agora me achas distante,
não duvides, a culpa é tua.
Aceita que não te soubeste dar,
afinal amar não é coisa simples.
E na simplicidade desse não saber
aceita que as tuas palavras provocam em mim
ataques de fúria que me furam o peito,
fazendo-me romper o chão deste jeito.
Queria deixar de sentir que as tuas
palavras me matam a cada instante.
Se agora me achas distante,
não duvides, a culpa é tua.
Aceita que não te soubeste dar,
afinal amar não é coisa simples.
E na simplicidade desse não saber
aceita que as tuas palavras provocam em mim
ataques de fúria que me furam o peito,
fazendo-me romper o chão deste jeito.
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Fazes-me falta quando adormeço sem ti. Fazes-me falta quando acordo sem ti. Fazes-me falta quando estou contigo e tu estás distante. Fazes-me falta quando não me tocas, não me beijas e mal me olhas.
Fazes-me falta quando a tristeza me invade. Fazes-me falta quando o cansaço aperta. Fazes-me falta na palma das mãos. Fazes-me falta no calor dos braços.
Fazes-me falta mesmo quando não o digo... E se um dia mais tarde o negar, sou eu, a deixar a falta que tu me fazes, falar.
Fazes-me falta quando adormeço sem ti. Fazes-me falta quando acordo sem ti. Fazes-me falta quando estou contigo e tu estás distante. Fazes-me falta quando não me tocas, não me beijas e mal me olhas.
Fazes-me falta quando a tristeza me invade. Fazes-me falta quando o cansaço aperta. Fazes-me falta na palma das mãos. Fazes-me falta no calor dos braços.
Fazes-me falta mesmo quando não o digo... E se um dia mais tarde o negar, sou eu, a deixar a falta que tu me fazes, falar.
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Eu não sei se me ouves cada vez que solto na noite aquele grito estonteante que pede para voltares. Não sei se haverá alguém capaz de o ouvir... Nem sei se o vento cumpre o prometido e leva até ti este meu pedido.
Não sei se estás bem, se dormes ou pensas em mim, nem mesmo se choras o tanto que eu choro por não te ter perto.
Não sei se me sentes cada vez que penso em ti, com aquela força capaz de me fazer acreditar que estou ao teu lado...
Não sei se acordas bem ou se apenas desejas continuar a dormir. Se os teu sonhos têm cor ou apenas dor.
Não sei porque disfarças que tudo está bem... que tu estás bem! Não sei se é para me protegeres ou para tu própria acreditares nisso.
Não sei se estou a ser pessimista ou apenas realista... Não sei porque é que a vida permite o afastamento de duas pessoas, quando elas já se esqueceram de como é viver uma sem a outra.
Não sei porque chove, apenas sei que chove...
Eu não sei se me ouves cada vez que solto na noite aquele grito estonteante que pede para voltares. Não sei se haverá alguém capaz de o ouvir... Nem sei se o vento cumpre o prometido e leva até ti este meu pedido.
Não sei se estás bem, se dormes ou pensas em mim, nem mesmo se choras o tanto que eu choro por não te ter perto.
Não sei se me sentes cada vez que penso em ti, com aquela força capaz de me fazer acreditar que estou ao teu lado...
Não sei se acordas bem ou se apenas desejas continuar a dormir. Se os teu sonhos têm cor ou apenas dor.
Não sei porque disfarças que tudo está bem... que tu estás bem! Não sei se é para me protegeres ou para tu própria acreditares nisso.
Não sei se estou a ser pessimista ou apenas realista... Não sei porque é que a vida permite o afastamento de duas pessoas, quando elas já se esqueceram de como é viver uma sem a outra.
Não sei porque chove, apenas sei que chove...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Isto deixou de ser um conto já faz o seu tempo e ambas sabemos a verdade.
Ambas lutamos para sair fora e sim, conseguimos.
Já não penso em ti, esqueci-me do teu rosto tal como uma criança esquece o porquê da sua birra.
Eu era uma criança embirrava que queria o que tu tinhas para me dar e já não era muito.
Como todos sabem as crianças são fáceis de ser iludidas, e como muitas vezes me chamaste sou extremamente ingénua e prendi-me ao teu brilho, mas esse apagou-se ao longo da tua viajem.
Desculpa os pesadelos, desculpa querer continuar na tua vida , desculpa se o que fui para ti nem para uma amizade chegou.
Agora não interessa. Estou feliz, como há muito não estava e só descobri uma coisa.
Se o amor é infeliz então eu amo-te. Se não, então meu bem, era uma vez...
Ambas lutamos para sair fora e sim, conseguimos.
Já não penso em ti, esqueci-me do teu rosto tal como uma criança esquece o porquê da sua birra.
Eu era uma criança embirrava que queria o que tu tinhas para me dar e já não era muito.
Como todos sabem as crianças são fáceis de ser iludidas, e como muitas vezes me chamaste sou extremamente ingénua e prendi-me ao teu brilho, mas esse apagou-se ao longo da tua viajem.
Desculpa os pesadelos, desculpa querer continuar na tua vida , desculpa se o que fui para ti nem para uma amizade chegou.
Agora não interessa. Estou feliz, como há muito não estava e só descobri uma coisa.
Se o amor é infeliz então eu amo-te. Se não, então meu bem, era uma vez...
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