Há cerca de sete anos perdi tragicamente uma amiga. O choque de perder alguém tão próximo, ainda que, na altura, não fosse assim tão próximo como havia sido, tornou-me mais propensa a dizer às pessoas à minha volta que as amo. O tempo, outras desgraças e um coração que foi arrefecendo trataram de me devolver ao meu eu mais reservado.
Hoje, só digo “amo-te” a duas pessoas. Não é difícil adivinhar quem. A verdade é que sinto menos amor pelas pessoas do que sentia antes. Apaguei muitas pessoas que amava com a leveza de um toque de pena. Não devia ser assim tão fácil. Mas, por outro lado, também já fui apagada por pessoas que amava com a mesma aparente leveza.
A canção diz: “These changes ain't changing me, the gold-hearted boy I used to be.” Mas também diz: “I'm so much older than I can take.”
Eu podia jurar, não fosse a pedra no lugar do coração, que ainda tenho 17 anos, que a Nance está viva e que ainda nada correu mal no mundo.
Foda-se
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